Feedback: você não dá e não acredita?
Fuja do Tédio! As habilidades mais cobiçadas pelo mercado de trabalho precisam do lado certo do cérebro!

Por que não pedimos feedback a quem lideramos?

Enquanto gestores buscamos nos desenvolver cada vez mais, procurando os melhores cursos e formações, investimos em boas leitura e assim buscamos desempenhar um bom trabalho. Certo? Em partes! Mesmo com tudo isto nos sentimos traídos, tomados por angústia e até mesmo raiva quando ficamos sabendo, através de boatos ou de pesquisas de clima com resultados inesperados, que alguém do nosso time não está satisfeito com a nossa atuação na liderança.

Mas quando é que pedimos feedback para a nossa equipe? Pois é, vivemos apegados em “tarefas conforto”, aquelas atividades técnicas que gostamos de fazer e que muitas vezes não delegamos por apego, a qual nos consome o tempo precioso que poderia ser usado em gestão de pessoas e liderança efetiva. Ou nos atentamos apenas à inovação e melhorias, dando pouca atenção aos problemas que precisariam da nossa visão e foco como líder.

Ficar apenas com nossa percepção é correr o risco de não estar atendendo algumas demandas da equipe. Se para você ainda é bastante assustador pedir feedbacks para sua equipe, não se sinta sozinho! Tenho percebido alguns líderes em processo de coaching com questionamentos comuns quando vamos aplicar a avaliação da equipe sobre ele.

“O que minha equipe vai pensar de mim”? Será que não vou demostrar que estou perdido, não sabendo para onde ir?” A angustia inicial talvez será a de saber que pode ter melhorias e se tiver melhoria ele está falhando como líder. A palavra falhar, vem de não ser bom o suficiente, mas será que não tem uma crenças limitante por ai?

Agora é a hora! 4 PASSOS para pedir um feedback sincero da sua equipe e ser um líder ainda melhor!

1º PASSO faça uma avaliação sincera do que tem medo, para mudar um pouco sua forma de ver as coisas. Sugiro que leia algo sobre relações de confiança e vulnerabilidade. Já falei sobre ele nas minhas redes sociais e indico o livro A coragem de ser imperfeito, de Brené Brown. Você perceberá que o modelo de líder super-herói, perfeito não existe na prática, pois não é sustentável.

2º PASSO Se o líder estiver aberto ao feedback está dando à equipe o exemplo de ser vulnerável mostra uma mentalidade de aprendizagem e crescimento e não de certezas e perfeição. Para Patrick Lencioni, “a única forma de um líder criar um ambiente seguro onde seus liderados possam ser vulneráveis é tomando a frente e fazendo algo que pareça inseguro e desconfortável primeiro”. Então permita-se ser vulnerável puxando a fila.

Difícil este segundo passo? Aqui você precisa derrubar algumas crenças sobre quem quem devemos ser, o que devemos ser e como devemos ser! Aquele medo profundo de errar, de ser depreciados, de se precisa acabar, pois nos impede de assumir os riscos indispensáveis para nosso crescimento e de nossas empresas. Algumas vezes haverá fracassos, equívocos e decepções e não podemos achar que os revezes são as provas de que somos indignos de aceitação e merecimento.

3º PASSO Escolha a melhor forma de pedir feedback! Se irá fazer isto em reunião com cada colaborador, se irá entregar um formulário que poderá ser anônimo. isto dependete também da cultura da empresa e como está o seu relacionamento com a equipe. Cabe pedir ao RH apoio quanto à metodologia. Jamais peça feedback em tom de obrigação ou ameaça, pois você precisa de sinceridade!

4º PASSO Atente-se aos resultados sem ficar achando justificativas, percebendo como aprendizado. Então trace um plano de melhorias. É importante socializar com seus colaboradores em linhas gerais os resultados e as ações que você irá fazer, isso demostra maturidade e dá exemplo da importância de estar aberto ao desenvolvimento.

Quero te propor um desafio de escutar a equipe! Comece agora! Pedir feedback à equipe demostra coragem de ser imperfeito e dá exemplo de comunicação aberta, sincera, tendo relacionamento baseado na troca e apoio mútuo.